domingo, 8 de maio de 2016

Mais práticos

Governo japonês pede cancelamento de cursos de Humanas em universidades

Das 60 instituições nacionais, 26 já confirmaram medidas de redução ou fechamento de graduações

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A Universidade de Tóquio informou que não fará cortes - DADEROT/WIKIMEDIA COMMONS
RIO - Diversos cursos de Ciências Sociais e Humanas serão cancelados no Japão em função de uma recomendação para que as universidades “sirvam áreas que contemplem as necessidades da sociedade”. Segundo o site Times Higher Education, das 60 universidades nacionais que oferecem cursos nessas disciplinas, 26 já confirmaram que irão cancelar ou reduzir essas matérias.
A ação aconteceu depois que o ministro da Educação, Hakuban Shimomura, enviou uma carta às 86 universidades nacionais do Japão pedindo que “tomem ações para abolir organizações (de ciências sociais e humanas) ou sirvam áreas que contemplem as necessidades da sociedade”.
O decreto ministerial foi denunciado pelo reitor de uma das universidades como um ato "anti-intelectual", enquanto as universidades de Tóquio e de Quioto, consideradas as mais prestigiadas do país, teriam adiantando que não vão cumprir o pedido.
Por outro lado, 17 universidades nacionais vão parar de recrutar estudantes para cursos de Ciências Sociais e Humana, incluindo cursos como Direito e Economia, de acordo com uma pesquisa com reitores de universidades feita pelo jornal "Yomiuri Shimbun" e publicada no blog Espaço Ciências Sociais.
Segundo a publicação, o Conselho de Ciência do Japão divulgou um comunicado no mês passado em que manifestou sua "profunda preocupação com o potencial do grave impacto que uma diretiva administrativa como essa implicaria para o futuro das Ciências Sociais e Humanas no Japão".
Acredita-se que ação faça parte dos esforços mais amplos de primeiro-ministro Shinzo Abe para promover o que chamou de "educação mais prática profissional, que melhor se antecipa às necessidades da sociedade". No entanto, é provável que a atitude esteja ligada às pressões financeiras em curso sobre universidades japonesas, ligadas a uma baixa taxa de natalidade e diminuição do número de estudantes, que levaram muitas instituições a funcionarem com menos de 50% da capacidade.



quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Estudar não é chato; chato é ser burro!

BRASILEIROS TÊM DE ENTENDER QUE ESTUDAR NÃO É CHATO; CHATO É SER BURRO*

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A história da educação no Brasil é um acúmulo de omissões e até mesmo de ações propositais que resultaram numa situação de extrema desigualdade social, com um analfabetismo ou um analfabetismo funcional endêmicos, um vergonhoso estado geral de ignorância e de desprezo pelo conhecimento.
Para quem analisar nossa história, fica claro que a proibição do voto aos analfabetos sempre foi intencional, pois o governante somente tinha de prestar satisfações a uma minoria privilegiada, da qual esse mesmo governante provinha. Como a maioria era analfabeta, e não tinha voz nem voto, o governante só poderia ser alijado do poder pela ínfima minoria para quem governava, e podia desprezar solenemente as necessidades da imensa maioria dos brasileiros, aumentando assim, ano a ano, século a século, o abismo social que nos define.
A exclusão brasileira foi criada propositalmente pela reserva do acesso à educação somente a uma parcela dos brasileiros, porque só há uma riqueza a distribuir, e essa riqueza é o acesso a uma educação de qualidade.
Felizmente, depois de três séculos de domínio e de espoliação colonial, mais quase outros dois séculos de manutenção do mesmo estado de exclusão, primeiro imperial, depois de republiquetas e/ou de ditaduras em que a reserva da educação para poucos continuava a ser usada com fator de “proteção” da elite, o Brasil vem tentando construir um estado democrático há cerca de trinta anos.
Pela primeira vez em nossa história, o voto foi estendido a todos os brasileiros, e o direito à escolarização tornou-se universal, com a oferta de vagas no ensino fundamental a todas as nossas crianças. Agora, em pleno século 21, consolidar essa democracia afinal conquistada é um trabalho hercúleo, uma obrigação de todos os brasileiros. Sabemos que, mais que nunca, o passaporte para um futuro feliz e realizado é o acesso a uma educação de qualidade.
Agora, finalmente, conseguimos oferecer vagas na escola pública para cada criança, mas essa cultura do atraso faz com que os despossuídos encarem a frequência escolar não como um direito libertador, mas como uma obrigação. Tantos séculos de atraso acabaram por fazer com que a maioria de nós, os despossuídos da história, sequer tenhamos ganas de reivindicar nosso direito à educação.
Muitas famílias enviam seus filhos à escola de má vontade, alguns somente para cumprir as exigências das bolsas-família, e as próprias crianças festejam quando algum professor falta à aula e elas podem ficar brincando à vontade no recreio. Séculos de exclusão não criaram um anseio por este direito por parte dos próprios excluídos!
A maioria dos pais dessas crianças está disposta a fazer sacrifícios para comprar um tênis de grife para seu filho, mas protesta quando tem de gastar qualquer quantia para comprar-lhe um livrinho sequer. Isso significa que a família brasileira acha mais importante investir no pé do que na cabeça do seu próprio filho…
Como reverter esse quadro? Como incutir na consciência das famílias que a felicidade e a riqueza só podem ser conquistadas pelo conhecimento, pelo acesso à ciência, à tecnologia? Como poderemos obrigar o brasileiro a ser feliz?
Acredito que obrigar é impossível. Enquanto tentarmos enfiar o conhecimento goela abaixo de nossas crianças como um purgante, utilizando as punições, as suspensões e as reprovações como instrumentos de persuasão, só teremos fracassos pela frente.
Nossa escola tem de ser fascinante, atraente, cheirosa, utilizando como fator de atração a literatura infantil e juvenil hoje produzida por centenas de ótimos autores, para que os sonhos e a alegria desses livros possam fazer com que os alunos anseiem por estar na escola, não comemorem os feriados. Não basta que tenhamos criado vagas para todo mundo. É preciso que a porta da sala de aula seja o pórtico da felicidade.
Os brasileiros têm de compreender que estudar não é chato; chato é ser burro!

terça-feira, 7 de outubro de 2014

O que é o amor

Todo mundo fala dele, todo mundo o quer, mas, afinal, o que é o amor? Para o poeta português Luís de Camões, é o fogo que arde sem se ver, já para o sertanejo, amor é o que mexe com a cabeça, é o que faz pensar no outro e esquecer de si. Faz sentido?
Educadores resolveram, então, fazer essa pergunta a um grupo de crianças que tinham de 4 a 8 anos. E as respostas são de deixar poeta, sertanejo, nós e você arrepiados.
Confira algumas delas e, como dizem os muros por aí, mais amor, por favor!
Crianças definem o amor
Crianças definem o amor
Crianças definem o amor
Crianças definem o amor
Crianças definem o amor
Crianças definem o amor
Crianças definem o amor
Crianças definem o amor
Crianças definem o amor
Crianças definem o amor
Crianças definem o amor
Crianças definem o amor
Crianças definem o amor
Crianças definem o amor
Crianças definem o amor
A inocência com que as crianças percebem o mundo é um verdadeiro aprendizado para os adultos. Já falamos aqui no Hypeness sobre um projeto pra lá de divertido que reúne coisas que as pessoas achavam quando eram pequenos. 

Opinião do blogueiro:
Amor é quando a apaixonite inicial passa, e o desejo é ficar junto da pessoa. Não importando os problemas do casal, ficar junto é o canal.

Retirado do site: http://www.hypeness.com.br/2014/06/o-que-e-o-amor-segundo-criancas-de-4-a-8-anos/