RACIOCÍNIO RÁPIDO DE UM CORNO INTELIGENTE Marcos chega de surpresa e surpreende a Mariza em sua cama com outro. Tirou o revólver da cintura, tomando cuidado para não ser percebido pelos dois, armou o gatilho e já ia se preparando para meter bala neles quando parou para pensar. Foi se lembrando de como a sua vida de casado havia melhorado nos últimos tempos. A esposa já não pedia dinheiro pra comprar carne, aliás, nem para comprar vestidos, jóias e sapatos, apesar de todos os dias aparecer com um vestido novo, uma jóia nova ou uma sandalinha da moda. Os meninos mudaram da escola pública do bairro para um cursinho super chique. Sem contar que a mulher trocou de carro, apesar de ele estar a quatro anos sem aumento e ter cortado a mesada dela. O supermercado, então, nem se fala, eles nunca tiveram tanta fartura quanto nos últimos meses. E as contas de luz, água, telefone, internet, celular e cartão de crédito, fazia tempo que ele nem ouvia falar delas. O caso é que a Mariza era mesmo um aviãozão, toda gostosa, mesmo com dois filhos o tempo não passava pra ela. Coisa de louco... Marcos guardou a arma na cintura, com muito cuidado para não ser percebido, e foi saindo devagar, para não atrapalhar os dois. 'Parou na porta da sala, refletiu um pouco e disse pra si mesmo:' - O cara paga o aluguel, o supermercado, a escola das crianças, as contas da casa, o carro, o shopping, todas as despesas e eu ainda vou pra cama com ela todos os dias... 'E, fechando a porta atrás de si, concluiu sorrindo: 'Puta que o pariu... O CORNO É ELE!!!!' |
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Corno Ligeiro
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Cartório Virtual
Quem quiser tirar uma cópia da certidão de nascimento, ou de
casamento, não precisa mais ir até um cartório, pegar senha e esperar
um tempão na fila.
O cartório eletrônico, já está no ar! Nele você resolve essas (e outras)
burocracias, 24 horas por dia, on-line. Cópias de certidões de óbitos,
imóveis, e protestos também podem ser solicitados pela internet.
Para pagar é preciso imprimir um boleto bancário.
Depois, o documento chega por Sedex.
www.cartorio24horas.com.brPasse para todo mundo, que este é um serviço da maior importância.
DIVULGUE. É IMPORTANTE: AUXÍLIO À LISTA
Telefone 102.... não!
Agora é: 08002800102
Vejam só como não somos avisados das coisas que realmente são importantes...
NA CONSULTA AO 102, PAGAMOS R$ 1,20 PELO SERVIÇO.
SÓ QUE A TELEFÔNICA NÃO AVISA QUE EXISTE UM SERVIÇO VERDADEIRAMENTE GRATUITO.
Não custa divulgar para mais gente ficar sabendo.
Importante: Documentos roubados - BO dá gratuidade -
Lei 3.051/98 -
VOCÊ SABIA???
Acho que grande parte da população não sabe, é que a Lei 3.051/98 que
nos dá o direito de em caso de roubo ou furto (mediante a apresentação
do Boletim de Ocorrência), gratuidade na emissão da 2ª via de tais
documentos, como:
Habilitação (R$ 42,97);
Identidade (R$ 32,65);
Licenciamento Anual de Veículo (R$ 34,11).
Para conseguir a gratuidade, basta levar uma cópia
(não precisa ser autenticada) do Boletim de Ocorrência e o original ao
DETRAN p/ Habilitação e Licenciamento e outra cópia à um posto do IFP.
-Gostaria que cada um não guardasse a informação só para si...
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Acesse para ver se não é verdade....
http://www.planalto.gov.br/
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Ele é um em casa e outro na escola
Oscilações de comportamento dentro e fora do ambiente familiar indicam que seu filho quer atenção. Mas por quê?
Ana Carolina Addario, especial para o iG São Paulo | 16/11/2010 17:57
Na escola, a pequena Giovanna, de 1 ano e 5 meses, é uma criança doce. Passou pelo processo de adaptação inicial como todos os coleguinhas e nunca trouxe pra casa nenhum tipo de reclamação. É um bebê exemplar, faz todas as atividades previstas na hora certa, sem nenhum tipo de contestação. Mas em casa, se perder o pai ou a mãe de vista, ela chora, grita e faz a maior bagunça. “A única coisa que a deixa calma é quando eu e meu marido estamos por perto. Diante disso, temos um sério problema: não podemos ir sequer até a esquina”, conta a administradora de empresas Daniela Pavan D’Amico. Giovanna está longe de ser a única criança com comportamentos completamente distintos em casa e fora dela. Mas o que a faz se comportar de forma tão diferente?
Foto: Guilherme Lara Campos / Fotoarena
Daniela prepara a mochila de Giovanna: exemplar na escola, em casa ela é totalmente diferente e chora ao menor sinal de afastamento dos pais
Crianças são os seres vivos mais imprevisíveis que existem, principalmente quando falamos de um período da vida marcado pela formação da personalidade e do comportamento, processo intrinsecamente relacionado à maneira que a família se relaciona entre si e com o mundo. Todo comportamento desenvolvido pela criança neste período é fruto do que ela aprende em casa, no dia-a-dia com a família. Ou do que ela vivencia em seu primeiro círculo social, a escola.
Quando os padrões de comportamento de uma criança começam a oscilar dentro destas duas esferas, é sinal de que alguma lacuna não foi preenchida, e aí podem começar a surgir problemas. Maus comportamentos como birra, muito choro, questionamento excessivo com o intuito de enfrentamento e agressão, seja em casa ou na escola, são sinais claros de que seu filho quer chamar sua atenção. Só resta saber o porquê. “Querer chamar atenção não é a causa de algum problema, mas o sintoma de algo que a criança está sentindo e que ela não sabe ou consegue explicar”, afirma Denise Santolere Franque, psicopedagoga mestre em criatividade e desenvolvimento escolar.
Seja por comportar-se agressivamente em casa, seja pela falta de disciplina na escola, que gênero de problema esses sintomas indicam? A resposta pode estar mais perto do que você imagina.
Inimigo familiar
Inimigo familiar
De acordo com Mariana Tichauer, psicóloga do grupo Equipe de Diagnóstico e Atendimento Clínico (EDAC), “quando uma criança é pequena, ela não está adaptada à dinâmica familiar. É preciso ver como esse ambiente receberá esta criança, porque dali pra frente ela vai responder da maneira que o ambiente ensiná-la a responder”. As palavras-chave para o sucesso da relação são segurança e proximidade. Esses dois reforços são tudo o que as crianças precisam.
Se a dinâmica familiar é prejudicada pela ausência dos pais e, consequentemente, pela ausência de autoridade, a criança acaba criando seus próprios parâmetros – além de força para contestar as regras da família, traduzida em manha e berreiros. “Pais ausentes, que dão tudo o que o filho quer e não colocam limites na educação, acabam gerando crianças mais agressivas, já que nunca ouvir ‘não’ aumenta a incapacidade da criança de lidar com as frustrações. Com isso, sempre que a criança ouve um ‘não’ e se frustra, ela se torna ainda mais agressiva dentro da dinâmica familiar”, diz Denise.
Leia mais sobre impor limites
Junte a ausência dos pais à agenda lotada de atividades da criança, todas longe da família, e você terá um cenário em que ela se sente criadora de suas próprias regras, o que reforça a convicção de que ela tem o direito de agir da maneira que quiser, enfrentando a autoridade dos pais sempre que for preciso.
Na casa onde vive a contadora Cláudia Azevedo Soares e sua filha Clara, de 3 anos, a dinâmica familiar é natural e tranquila: ainda que seja uma criança questionadora, Clara aprendeu a respeitar os limites impostos pela mãe. Na escola ela é ainda mais exemplar e recebe sempre muitos elogios. No entanto, nos finais de semana na casa do pai e da avó paterna, onde Clara tem tudo o que quer, ela pinta e borda sob os olhos dos mais velhos. “Em casa, ela sempre pergunta o porquê de ter que fazer determinada coisa, mas respeita e acaba fazendo. Já na casa do pai, ela não tem muita noção de regras. E, com isso, ela sente liberdade para fazer cenas de birra e de agredir a avó, até conseguir aquilo que quer”, conta Cláudia.
Dentro do grupo
Dentro do grupo
A criança sem parâmetros de autoridade pode chegar à escola de duas maneiras: ela pode encontrar um professor convicto de sua posição de quem coloca as regras, tornando-se assim um aluno obediente. Ou pode encontrar um professor mais vulnerável à agressividade, cristalizando a figura da criança indisciplinada e arredia. As possibilidades são extremas.
Segundo Denise Santolere, a maioria dos pais resiste em perceber que a falta de disciplina de seu filho na sala de aula é reflexo de um modelo desregrado de interação gerado dentro de sua própria casa, onde a criança age de acordo com suas próprias vontades e sob suas próprias regras, terminando por prejudicar, ao ingressar na escola, não só seu próprio processo de aprendizagem em aula como o de toda a turma.
“Antes, a mãe gerenciava a educação do filho, hoje ela trabalha fora. Por isso ela demora mais para perceber que ele está se comportando de maneira atípica. Como a escola vai lidar com a falta de limites? A professora não está lá para disciplinar a criança, este é um papel da família. A escola só dá o suporte”, afirma.
A regra é clara
A regra é clara
A reaproximação entre pais e filhos afastados pelas rotinas diárias é um dos principais fatores na luta pelo restabelecimento da posição de cada integrante da família dentro da dinâmica do lar. É necessário que a criança sinta que está sob a orientação do adulto para que ela baixe a guarda diante dos pais. Isso só acontece quando a criança confia em seus pais, e para confiar, ela precisa passar mais tempo perto deles.
A psicóloga Mariana Tichauer conta que, em casos extremos, a busca por ajuda especializada pode ajudar a reforçar os laços entre os pais e a criança, a fim de que a imagem que ela faz de si mesma como quem dita as regras abra espaço para a posição de autoridade exercida pelos pais. Nestes casos, a terapia com a criança nem sempre é a solução mais indicada: quem deve receber orientações sobre como se comportar diante da família são os próprios pais. “As crianças sentem quando os pais estão inseguros, e tudo o que elas precisam nesta fase da vida é segurança. Por isso, quando os casos são muito graves, é preciso procurar orientação sistemática para promover uma readaptação familiar segura e satisfatória”, revela.
Daniela tenta passar segurança e dar muita atenção para Giovanna, passando o máximo de tempo que pode interagindo com a filha, para que ela não precise chorar por atenção quando a mãe vai daqui até ali. Já Cláudia, para orientar sua filha Clara sobre como se comportar tanto na sua casa como na de seu pai, conversa sempre mostrando como é importante agir com respeito com os mais velhos, e quanto amor isso pode lhe render. Ainda que sejam métodos básicos para o estabelecimento do diálogo entre pais e filhos, as soluções para os problemas de casa estão quase sempre escondidas na relação familiar: basta saber se posicionar.
Respeitosamente, isso não vai dar certo
Confira as 20 metas que compõem o Plano Nacional de Educação 2011-2020
Amanda Cieglinski
Da Agência Brasil
Em Brasília
Em Brasília
O projeto de lei que institui o novo Plano Nacional de Educação (PNE), que deverá vigorar nos próximos 10 anos, foi entregue hoje (14) pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O documento estabelece 20 metas a serem alcançadas pelo país até 2020. O texto também detalha as estratégias necessárias para alcançar os objetivos delimitados.
Conheça as metas que compõem o Plano Nacional de Educação 2011-2020:
Meta 1: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar da população de 4 e 5 anos, e ampliar, até 2020, a oferta de educação infantil de forma a atender a 50% da população de até 3 anos.
Meta 2: Criar mecanismos para o acompanhamento individual de cada estudante do ensino fundamental.
Meta 3: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar, até 2020, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85%, nesta faixa etária.
Meta 4: Universalizar, para a população de 4 a 17 anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino.
Meta 5: Alfabetizar todas as crianças até, no máximo, os 8 anos de idade.
Meta 6: Oferecer educação em tempo integral em 50% das escolas públicas de educação básica.
Meta 7: Atingir as médias nacionais para o Ideb já previstas no Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE)
Meta 8: Elevar a escolaridade média da população de 18 a 24 anos de modo a alcançar mínimo de 12 anos de estudo para as populações do campo, da região de menor escolaridade no país e dos 25% mais pobres, bem como igualar a escolaridade média entre negros e não negros, com vistas à redução da desigualdade educacional.
Meta 9: Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5% até 2015 e erradicar, até 2020, o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional.
Meta 10: Oferecer, no mínimo, 25% das matrículas de educação de jovens e adultos na forma integrada à educação profissional nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.
Meta 11: Duplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta.
Meta 12: Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurando a qualidade da oferta.
Meta 13: Elevar a qualidade da educação superior pela ampliação da atuação de mestres e doutores nas instituições de educação superior para 75%, no mínimo, do corpo docente em efetivo exercício, sendo, do total, 35% doutores. 7 estratégias.
Meta 14: Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu de modo a atingir a titulação anual de 60 mil mestres e 25 mil doutores. 9 estratégias.
Meta 15: Garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os municípios, que todos os professores da educação básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam.
Meta 16: Formar 50% dos professores da educação básica em nível de pós-graduação lato e stricto sensu, garantir a todos formação continuada em sua área de atuação.
Meta 17: Valorizar o magistério público da educação básica a fim de aproximar o rendimento médio do profissional do magistério com mais de onze anos de escolaridade do rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente.
Meta 18: Assegurar, no prazo de dois anos, a existência de planos de carreira para os profissionais do magistério em todos os sistemas de ensino.
Meta 19: Garantir, mediante lei específica aprovada no âmbito dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, a nomeação comissionada de diretores de escola vinculada a critérios técnicos de mérito e desempenho e à participação da comunidade escolar.
Meta 20: Ampliar progressivamente o investimento público em educação até atingir, no mínimo, o patamar de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
Conheça as metas que compõem o Plano Nacional de Educação 2011-2020:
Meta 1: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar da população de 4 e 5 anos, e ampliar, até 2020, a oferta de educação infantil de forma a atender a 50% da população de até 3 anos.
Meta 2: Criar mecanismos para o acompanhamento individual de cada estudante do ensino fundamental.
Meta 3: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar, até 2020, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85%, nesta faixa etária.
Meta 4: Universalizar, para a população de 4 a 17 anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino.
Meta 5: Alfabetizar todas as crianças até, no máximo, os 8 anos de idade.
Meta 6: Oferecer educação em tempo integral em 50% das escolas públicas de educação básica.
Meta 7: Atingir as médias nacionais para o Ideb já previstas no Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE)
Meta 8: Elevar a escolaridade média da população de 18 a 24 anos de modo a alcançar mínimo de 12 anos de estudo para as populações do campo, da região de menor escolaridade no país e dos 25% mais pobres, bem como igualar a escolaridade média entre negros e não negros, com vistas à redução da desigualdade educacional.
Meta 9: Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5% até 2015 e erradicar, até 2020, o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional.
Meta 10: Oferecer, no mínimo, 25% das matrículas de educação de jovens e adultos na forma integrada à educação profissional nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.
Meta 11: Duplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta.
Meta 12: Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurando a qualidade da oferta.
Meta 13: Elevar a qualidade da educação superior pela ampliação da atuação de mestres e doutores nas instituições de educação superior para 75%, no mínimo, do corpo docente em efetivo exercício, sendo, do total, 35% doutores. 7 estratégias.
Meta 14: Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu de modo a atingir a titulação anual de 60 mil mestres e 25 mil doutores. 9 estratégias.
Meta 15: Garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os municípios, que todos os professores da educação básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam.
Meta 16: Formar 50% dos professores da educação básica em nível de pós-graduação lato e stricto sensu, garantir a todos formação continuada em sua área de atuação.
Meta 17: Valorizar o magistério público da educação básica a fim de aproximar o rendimento médio do profissional do magistério com mais de onze anos de escolaridade do rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente.
Meta 18: Assegurar, no prazo de dois anos, a existência de planos de carreira para os profissionais do magistério em todos os sistemas de ensino.
Meta 19: Garantir, mediante lei específica aprovada no âmbito dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, a nomeação comissionada de diretores de escola vinculada a critérios técnicos de mérito e desempenho e à participação da comunidade escolar.
Meta 20: Ampliar progressivamente o investimento público em educação até atingir, no mínimo, o patamar de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
RESPOSTA À REVISTA VEJA
Sou professora do Estado do Paraná e fiquei indignada com a reportagem da jornalista Roberta de Abreu Lima “Aula Cronometrada”. É com grande pesar que vejo quão distante estão seus argumentos sobre as causas do mau desempenho escolar com as VERDADEIRAS razões que geram este panorama desalentador.
Não há necessidade de cronômetros, nem de especialistas para diagnosticar as falhas da educação. Há necessidade de todos os que pensam que: “os professores é que são incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital” entrem numa sala de aula e observem a realidade brasileira.
Que alunos são esses “repletos de estímulos” que muitas vezes não têm o que comer em suas casas quanto mais inseridos na era digital? Em que pais de famílias oriundas da pobreza trabalham tanto que não têm como acompanhar os filhos em suas atividades escolares, e pior em orientá-los para a vida? Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas para dentro da maioria das escolas brasileiras.
Está na hora dos professores se rebelarem contra as acusações que lhes são impostas. Problemas da sociedade deverão ser resolvidos pela sociedade e não somente pela escola.
Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores e não cumprir as obrigações fossem escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os alunos de hoje “repletos de estímulos”.
Estímulos de quê? De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite, (quando o têm), brincando no Orkut, ou o que é ainda pior envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida.
Realmente, nada está bom. Porque o que essas crianças e jovens procuram é amor, atenção, orientação e disciplina.
Rememorando, o que tínhamos nós, os mais velhos, há uns anos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria. Esperança que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida. Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais. Para quê o estudo? Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens? Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os amigos, de ir aos piqueniques, subir em árvores?
E, nas aulas, havia respeito, amor pela pátria.. Cantávamos o hino nacional diariamente, tínhamos aulas “chatas” só na lousa e sabíamos ler, escrever e fazer contas com fluência.
Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª. Série. Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso.
Hoje, professores “incapazes” dão aulas na lousa, levam filmes, trabalham com tecnologia, trazem livros de literatura juvenil para leitura em sala-de-aula (o que às vezes resulta em uma revolução), levam alunos à biblioteca e a outros locais educativos (benza, Deus, só os mais corajosos!) e, algumas escolas públicas onde a renda dos pais comporta, até a passeios interessantes, planejados minuciosamente, como ir ao Beto Carrero.
E, mesmo, assim, a indisciplina está presente, nada está bom. Além disso, esses mesmos professores “incapazes”, elaboram atividades escolares como provas, planejamentos, correções nos fins-de-semana, tudo sem remuneração;
Todos os profissionais têm direito a um intervalo que não é cronometrado quando estão cansados. Professores têm 10 minutos de intervalo, quando têm de escolher entre ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho. Todos os profissionais têm direito ao vale alimentação, professor tem que se sujeitar a um lanchinho, pago do próprio bolso, mesmo que trabalhe 40 h.semanais. E a saúde? É a única profissão que conheço que embora apresente atestado médico tem que repor as aulas. Plano de saúde? Muito precário.
Há de se pensar, então, que são bem remunerados... Mera ilusão! Por isso, cada vez vemos menos profissionais nessa área, só permanecem os que realmente gostam de ensinar, os que estão aposentando-se e estão perplexos com as mudanças havidas no ensino nos últimos tempos e os que aguardam uma chance de “cair fora”.Todos devem ter vocação para Madre Teresa de Calcutá, porque por mais que esforcem-se em ministrar boas aulas, ainda ouvem alunos chamá-los de “vaca”,”puta”, “gordos “, “velhos” entre outras coisas. Como isso é motivante e temos ainda que ter forças para motivar. Mas, ainda não é tão grave.
Temos notícias, dia-a-dia, até de agressões a professores por alunos. Futuramente, esses mesmos alunos, talvez agridam seus pais e familiares.
Lembro de um artigo lido, na revista Veja, de Cláudio de Moura Castro, que dizia que um país sucumbe quando o grau de incivilidade de seus cidadãos ultrapassa um certo limite.
E acho que esse grau já ultrapassou. Chega de passar alunos que não merecem. Assim, nunca vão saber porque devem estudar e comportar-se na sala de aula; se passam sem estudar mesmo, diante de tantas chances, e com indisciplina... E isso é um crime! Vão passando série após série, e não sabem escrever nem fazer contas simples. Depois a sociedade os exclui, porque não passa a mão na cabeça. Ela é cruel e eles já são adultos.
Por que os alunos do Japão estudam? Por que há cronômetros? Os professores são mais capacitados? Talvez, mas o mais importante é porque há disciplina. E é isso que precisamos e não de cronômetros. Lembrando: o professor estadual só percorre sua íngreme carreira mediante cursos, capacitações que são realizadas, preferencialmente aos sábados. Portanto, a grande maioria dos professores está constantemente estudando e aprimorando-se.
Em vez de cronômetros, precisamos de carteiras escolares, livros, materiais, quadras-esportivas cobertas (um luxo para a grande maioria de nossas escolas), e de lousas, sim, em melhores condições e em maior quantidade..
Existem muitos colégios nesse Brasil afora que nem cadeiras possuem para os alunos sentarem. E é essa a nossa realidade! E, precisamos, também, urgentemente de educação para que tudo que for fornecido ao aluno não seja destruído por ele mesmo
Em plena era digital, os professores ainda são obrigados a preencher os tais livros de chamada, à mão: sem erros, nem borrões (ô, coisa arcaica!), e ainda assim se ouve falar em cronômetros. Francamente!!!
Passou da hora de todos abrirem os olhos e fazerem algo para evitar uma calamidade no país, futuramente. Os professores não são culpados de uma sociedade incivilizada e de banditismo, e finalmente, se os professores até agora não responderam a todas as acusações de serem despreparados e “incapazes” de prender a atenção do aluno com aulas motivadoras é porque não tiveram TEMPO.
Responder a essa reportagem custou-me metade do meu domingo, e duas turmas sem as provas corrigidas.
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