quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Organize-se

Ensine seu filho a ser organizado

Brincar, estabelecer tarefas no dia a dia da casa e conversar são os melhores caminhos para crianças e adolescentes entenderem que é legal manter arrumado aquilo que lhes pertence

Raquel Paulino - especial para o iG São Paulo 
A mulher está na reta final da gravidez e ouve de alguém bem pessimista: “Guarde na memória a imagem da sua sala arrumada porque depois que o bebê nascer, você verá brinquedos em todos os cantos” ou “Você nunca mais vai encontrar suas coisas. Criança bagunça tudo”. Além de serem comentários de péssimo gosto, não são verdadeiros. Ter filhos não é sinônimo de dar adeus à ordem, e pais comprometidos com o pleno desenvolvimento de suas crianças ensinam a elas desde cedo a importância de serem organizadas.
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"É muito difícil um filho ter o cuidado de manter as coisas no lugar se os adultos não fizerem isso", afirma personal organizer


O modo de passar essas noções muda de acordo com a fase do desenvolvimento, mas o objetivo é sempre o mesmo: mostrar que os filhos podem e devem cuidar de seus espaços e de seus pertences (brinquedos, material escolar, roupas) por conta própria. “Os pais que se preocupam com isso não só permitem que a criança desenvolva uma nova habilidade e promova sua autoestima como também oferecem um cuidado que vai ajudá-la a assimilar a noção de responsabilidade”, afirma a psicóloga clínica Carla Poppa, mestre em desenvolvimento infantil pelo núcleo de psicossomática da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
Exemplo
Algumas crianças nascem com mais propensão à ordem, outras têm uma pequena tendência à bagunça. Todas podem entrar no ritmo de organização da casa, desde que vejam a mãe e o pai agindo de acordo com o que pedem. “É muito difícil um filho ter o cuidado de manter as coisas no lugar se os adultos não fizerem isso. Sem o bom exemplo, ele questionará a razão de só ele precisar ser ‘certinho’”, explica a personal organizer Ingrid Lisboa.
Eliete Teixeira, consultora de organização, segue a mesma linha de raciocínio: “O antigo ‘Faça o que mando, não o que faço’ não funciona há muito tempo. Os pais devem ter cuidado com suas atitudes diante dos filhos”.
Um pouco de bagunça não faz mal
Uma vez que a criança tenha o sentido de organização bem consolidado em sua educação, permitir um pouco de caos em determinadas atividades não faz mal. Pelo contrário. “Brincadeiras de crianças e trabalhos de adolescentes e adultos que exigem criatividade geralmente rendem resultados muito positivos de crescimento e trocas, mas é comum que provoquem bagunça”, aponta a psicóloga Carla.
“Apenas é importante desenvolver a habilidade de organização para lidar com ela. Assim, a brincadeira e os trabalhos não precisam ser reprimidos, porque as pessoas envolvidas sabem que podem arrumar tudo com tranquilidade quando a atividade terminar”, finaliza. 

Leia também: 
Como ensinar as crianças a compartilhar os brinquedos Como ensinar seu filho a se vestir sozinho
Confira, a seguir, como se dá o desenvolvimento psicológico no que diz respeito ao entendimento da importância da organização em cada fase do amadurecimento e algumas dicas para que os pais ensinem – sem autoritarismo – os filhos a serem organizados.
Até os 4 anos
Nessa fase, a criança não tem noção da relação entre o que faz (brincadeira) e a consequência (bagunça), então nem adianta querer cobrar que ela guarde os brinquedos nos lugares corretos toda vez que brincar. “Esse tipo de exigência antes que a criança tenha maturidade ou habilidade para tanto pode trazer tristeza e confusão”, diz Carla Poppa. O melhor nos primeiros anos é fazer junto, para que o hábito da organização comece a se enraizar.
- Brincadeira de organizar: assim que seu filho demonstrar que não quer mais brincar e que vai abandonar seus objetos, chame-o para um “jogo de guardar”, em que o objetivo é deixar tudo em seu devido lugar. O adulto pode segurar caixas e sacolas e incentivar a criança a colocar brinquedos e jogos dentro delas.
- Estímulos visuais: cole do lado de fora de caixas organizadoras imagens dos brinquedos que deverão preenchê-las (bonecas, carrinhos, bichos de pelúcia, bolas, entre outros). Mostre para a criança que as fotos são iguais aos objetos com que se diverte, e que ela deve fazer um jogo de associação para saber onde guardar cada um deles.
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A criança deve ser responsável pela arrumação das próprias roupas a partir dos 9 anos
Dos 5 aos 8 anos
A criança já consegue perceber quando a bagunça foi causada por algo que ela fez, então os pais podem pedir que ela se responsabilize e arrume seus brinquedos. É importante ficar atento ao tom de voz usado para tanto: se for semelhante a uma bronca, mesmo que sem intenção, seu filho pode começar a ter medo de brincar. Isso é um perigo, alerta Carla: “Uma criança que não brinca fica impedida de aprender, de interagir, de expressar sua criatividade”.
- Brinquedos sempre guardados: quando não estiverem em uso, eles devem ficar em suas respectivas caixas ou sacolas. Como a criança já desenvolveu a habilidade para fazer isso, entende que a ordem é sua obrigação e tenderá a cumprir essa tarefa espontaneamente. Caso ela esqueça, lembre-a com delicadeza.
- Mesa posta: seu filho pode arrumar a mesa do almoço e do jantar todos os dias. No começo, auxilie no sentido de mostrar como isso pode ser feito com mais simplicidade (a ordem de colocar os objetos, por exemplo). Depois de um período, deixe-o fazer tudo sozinho. Se ele ficar confuso, pedirá ajuda (que deverá ser dada).
- Cama feita: assim que acordar, a criança deve arrumar sua cama. Como se trata de uma atividade nova, no início estique lençóis e cobertores com ela, para demonstrar como deve ser feito. Quando ela conseguir dar conta da arrumação sozinha, saia de cena. E se algo não estiver tão simétrico como você gostaria, resista à tentação de refazer tudo na ausência de seu filho e explique a ele depois como o resultado pode ser melhor na próxima vez.
Dos 9 aos 12 anos
Com a proximidade da adolescência, é normal a criança ficar mais questionadora sobre seu papel na casa e na família. Caso seu filho se comporte de modo a precisar ser convencido a continuar exercendo suas tarefas, entre no jogo, mas deixe claro que quem dita as ordens do lar são a mãe e o pai. “Paciência, criatividade e manutenção das rotinas anteriores não podem faltar nessa hora”, destaca Eliete.
- Roupas dobradas e guardadas: além de continuar colocando a mesa e arrumando a cama, seu filho deve passar a ser responsável pelas próprias roupas. Combine com ele onde as peças limpas serão colocadas e, a partir dali, é tarefa dele dobrá-las e guardá-las nas gavetas corretas. Caso note que a dobra não está perfeita ou mesmo que alguns amassados surgiram durante a arrumação, não refaça o trabalho dele, mas ensine-o a melhorar.
Dos 13 anos em diante
O adolescente que vem de um padrão de organização e responsabilidade desde a primeira infância não terá dificuldade para manter suas tarefas (colocar a mesa, arrumar a cama, dobrar e guardar as roupas) e acrescentar novidades ao cotidiano. Algumas mudanças ocorrem, porém, e é preciso respeitá-las. “São muitos questionamentos nessa fase, então uma dobra mal feita na roupa passa a ser irrelevante. Também é muito comum eles desenvolverem esquemas próprios: aos olhos dos outros, a pilha de materiais escolares parece o caos, mas eles conseguem encontrar tudo que querem lá. Então, tudo bem”, conta Ingrid.
- Livros e cadernos em ordem: incentive seu filho a organizar um espaço no quarto para guardar livros, cadernos e outros acessórios necessários para as aulas. Nunca arrume os itens na ausência dele. Caso considere que o visual está bagunçado demais, converse com o adolescente. Se ele insistir que está bom, deixe-o se encontrar daquela maneira.
- Toalhas secas: pare de recolher as toalhas molhadas que o adolescente larga pelo quarto (muitas vezes, para desespero da mãe, em cima da cama) e explique que a partir de agora ele é o responsável por deixá-las arejadas para o próximo uso. Ele pode resistir um dia, mas logo passará a recolher as toalhas, pois precisa delas para sair do banho e se enxugar. 

terça-feira, 8 de outubro de 2013

10 erros de redação

Veja (e evite) 10 erros comuns de português na hora de escrever uma redação

Ana Prado | 03/10/2013
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Saber argumentar e ser coerente é essencial para um bom texto. Mas, segundo a professora de redação do Cursinho do XI, Vivian D’Angelo Carrera, o maior problema das redações da maioria dos alunos ainda são os erros gramaticais.
Ela listou os dez mais comuns para você ficar atento na hora da prova:
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Erros ligados à semelhança sonora:
1. “Isso não tem haver” no lugar de “Isso não tem a ver”.
2. “Ele não sabe lhe dar com o problema” em vez de “Ele não sabe lidar com o problema”.
3. “As pessoas encontrão situações complicadas” no lugar de “As pessoas encontram situações complicadas”.
4. “A situação foi mau resolvida” e “ Ele é um mal elemento” no lugar de “A situação foi mal resolvida” e “ Ele é um mau elemento”. (“Mau” é o oposto de “bom“; “mal” é o oposto de “bem“. Na dúvida, troque a palavra pelo seu oposto e veja qual se encaixa melhor).
5. “O governo não investe como deveria em educação, mais cobra muitos impostos” em vez de “O governo não investe como deveria em educação, mas cobra muitos impostos”.
Outros erros do tipo: consiente (consciente), siguinificar (significar), extresse (estresse), supérfulos (supérfluos).
Há também os erros envolvendo junção de elementos: incomum (em comum), concerteza (com certeza), encontra partida (em contrapartida), apartir (a partir), porisso (por isso).
6. Erros causados pelo mau uso das regras gramaticais:
Uso do onde (pronome relativo de lugar) ligando ideias que não têm a ver com lugar.
“A amizade é algo presente na vida de todos, onde muitos se esquecem disso”.
7. Mau uso dos pronomes demonstrativos
“É necessário conhecer as próprias limitações. Isto deve ser feito aos poucos”. (O correto seria isso, por fazer referência a uma ideia anteriormente apresentada. “Isto” deve ser usado quando se refere a uma ideia que será apresentada em seguida).
“A população conhece os problemas do Brasil, e a mesma também sabe como resolvê-los. (Apesar de muita gente usar, o pronome mesmo não pode substituir um substantivo. O correto seria “A população conhece os problemas do Brasil, e ela também sabe como resolvê-los.”).
8. Erros de concordância com verbos que não permitem o plural ou uso de singular quando o verbo deve ir para o plural.
“Fazem dois anos que ninguém resolve o problema.” (Os verbos fazer e haver, quando indicam tempo cronológico, não se pluralizam).
O correto seria: “Faz dois anos que ninguém resolve o problema”.
Encontra-se saídas” em vez de “Encontram-se saídas”. (Neste caso, o verbo concorda com o sujeito. Na dúvida, veja se dá para usar a voz passiva: “Saídas são encontradas”. Se for possível, o verbo deve ir para o plural).
Obs.: O verbo ter, para concordar com o sujeito plural, recebe acento circunflexo.
As pessoas têm o direito de votar.
9. Erros de regência
“Desigualdade social implica em desemprego” em vez de “Desigualdade social implica desemprego”. (Implicar é transitivo direto no sentido de acarretar).
10. Pleonasmo
“Aconteceu uma manifestação dez dias atrás, então é necessário criar novas saídas para as discussões.” (Ou se usa há ou atrás. Criar e novas também trazem a mesma ideia, então o certo seria usar apenas uma das duas).

Para evitar esses e outros erros, a dica é ler muito (assim você assimila naturalmente as regras gramaticais e “decora” a escrita correta das palavras) e treinar a escrita. Falando nisso, já fez a redação com o tema da semana? Veja qual é aqui.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Finalmente algo que vale a pena compartilhar

Foi lição de vida, diz condenado a trabalhar em albergue como pena alternativa

Por Renan Truffi - iG São Paulo  - Atualizada às 
Texto

Consultor de vendas comemora poder "se reerguer" com apoio da família após crime de apropriação indébita

Em 2009, o consultor de vendas Roberto de Souza Oliveira, de 45 anos, “entrou em parafuso”. Morador de Diadema, na Grande São Paulo, ele diz que nunca tinha tido problemas com a Justiça, mas naquele ano foi considerado culpado pelo crime de apropriação indébita, artigo 168 do Código Penal, na 5ª Vara das Execuções Criminais da Capital. Recorreu, mas não conseguiu provar sua inocência. Acabou condenado a pouco mais de um ano e meio de prisão. O pavor, no entanto, se transformou em “lição de vida” quando a punição foi convertida em 555 horas de prestação de serviços à comunidade.
“Eu vou falar pra você de verdade, eu entrei em parafuso. Até hoje sabe, querendo ou não, isso te marca. Eu venho de uma família pobre, mas decente. Nunca tive um problema, uma briga em bar, nem bebo e acabou acontecendo um negócio desse”, explicou Oliveira sobre sua reação ao saber da possibilidade de ficar preso. “Quer dizer, para mim foi uma lição de vida”, complementou.
Veja como é o trabalho de pena alternativa em um albergue:
Lição de vida porque agora, todas às quintas-feiras, das 7h às 14h, ele vai ao Instituto Humanizado e Desenvolvimento Integral (IHDI), associação que gerencia um albergue, localizado no Ipiranga, zona sul da capital paulista, em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo. No local, o consultor recebe os moradores de rua, preenche a ficha de cada um deles e distribui toalha para os que vão tomar banho e sabão para quem quer levar roupa. Depois disso costuma auxiliar as cozinheiras, servindo o almoço.
“O que eu vejo dessa pena alternativa é a proximidade de estar perto da minha família, reerguer a estrutura familiar. Já imaginou estar um ano e meio preso, longe da minha família? Eu não consigo me imaginar longe da minha família. Longe da minha filha, da minha mulher. São as duas pessoas que eu mais amo na vida”, afirmou.
Na versão de Roberto de Souza Oliveira, ele foi acusado de apropriação indébita por ter sido usado como “laranja” em uma briga de família. “Eu trabalhava numa empresa onde eu recebia cheques por fora. Sempre fui comissionado. Então eu recebi uma comissão de pagamento de umas vendas que eu fiz, em cheque de terceiro. Só que havia uma grande briga entre mãe e filha, donas da empesa. Peguei esse cheque e depositei. Se eu fosse sem vergonha, larápio, eu nunca ia depositar na minha conta. Eu iria procurar passar para alguém. Só que ai deu um problema entre elas (mãe e filha) e falaram que eu tinha roubado os cheques. Eu não tinha documentação para provar, acabei pagando”, lamenta.
Mão de obra para associações
O albergue gerenciado pelo IHDI atende em torno de 600 pessoas por mês, sem contar aqueles que têm vaga fixa na instituição. O trabalho de atendimento a todos esses moradores de rua só é possível por conta da ajuda de pessoas condenadas a penas e medidas alternativas. "Eles (pessoas que pagam pena alternativa) preenchem uma lacuna, que é a falta de mão de obra que nós, como organização, temos. O prestador de serviços pode atuar em várias de nossas áreas e vai contribuir para apresentar um serviço de qualidade às pessoas acolhidas. E também essas pessoas se reintegram à sociedade ao tomarem consciência do que é o serviço a pessoas em situação de rua”, explicou o diretor Luiz Ciasca Júnior.
Atualmente, o albergue tem outros 17 prestadores de serviço, como os funcionários costumam chamar quem trabalha na instituição para pagar pena alternativa. Mas não é sempre que os autores de delitos compreendem o papel socioeducativo da pena.
“Depende muito da pessoa. Tem alguns pelo que eu conheço aqui que tem essa consciência. Algumas pessoas até comentaram que aprenderam e que não quer voltar a ter problema de novo com a Justiça. E tem outros que parece que tanto faz como tanto fez”, contou José Emanuel Chaves, que orienta o trabalho de quem paga pena alternativa na unidade.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Resumo da 2ª guerra mundial via facebook.

SEGUNDA GUERRA MUNDIAL CONTADA PELO FACEBOOK


Hoje trago aqui para vocês uma ótima criação que encontrei na internet. No blog HISTÓRIA BLOG contém um post muito criativo narrando os fatos da Segunda Guerra Mundial por meio do Facebook. Não sei se já viram ou não, mas é um ótimo trabalho deem uma olhada, um modo divertido e prático de aprender história.








Blogueiro: Sou contra a utilização de palavrões, mas ao menos, ficou bem resumida.